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Uma história de superação – Ator Wal Schneider

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Wal Schneider palestrando no evento Mar de Cultural – Quiosque da Globo. (Foto: Jorge Paulino.)

Filho de faxineira e pai carpinteiro. Wal dividia comida para sete irmãos incluindo ele, de família pobre. Descobriu o Circo aos sete anos, e sonhou queria ser artista, assistia novelas na brechas das janelas dos vizinhos. Quando chegava o Circo na cidade ele vendia maçãs para poder assistir aos espetáculos, muita das vezes entrava escondido para aprender mais sobre aquele mundo mágico. Aos 17 anos saiu do Ceará – Tabuleiro do Norte de carona em um caminhão de melão, com ajuda de sua mãe, Tereza e sua amiga Jesuíta para seguir o sonho de ser ator no Rio de Janeiro. Dois dias de viagem. Ao chegar na cidade maravilhosa, não era nada daquilo que tinha visto pelas novelas da televisão, Wal passou por muitas dificuldade; Lavou pratos, fez faxina, trabalhou em uma padaria e passou fome, mas sua fome de vencer venceu todas as dificuldades, trabalhou para pagar cursos de teatro. Quando lavava pratos no restaurante em Copacabana, conheceu um dos clientes, Emílio Carlos Rollo Schneider, coronel do corpo de bombeiros, que lhe deu ajuda no Rio para pagar seus estudos. Conseguiu terminar o 2º Grau e se formar como ator na CAL – Casa de Artes em Laranjeiras. Conseguiu realizar o de fazer televisão, mas percebeu que sua meta era maior.

Em 2007, foi convidado para dar oficina gratuita de teatro para 50 meninos e meninas do Complexo do Alemão, no qual lhe deu mais oportunidade de criar o projeto No Palco da Vida. Em 2008 começou os primeiros passos, sendo mambembe passando pelos bairros de Bangu, Campo Grande e adjacentes. Em 2011 fixa em Olaria na sede do projeto No Palco da Vida, a Primeira Escola de Artes da Região da Leopoldina . Nesses 10 anos o projeto já atendeu mais de 4.000 pessoas entre elas crianças, jovens, adultos, idosos e pessoas com necessidades especiais de toda parte do Rio de Janeiro.

Pelo reconhecimento do projeto e sua história de vida, em 2015 ganha o Prêmio Extraordinários de Superação do Jornal Extra e o Prêmio João Canuto de Direitos Humanos. Em 2017 ganhou o Prêmio Heloneida Studart de Cultura, pela ALERJ. Wal Schneider é o exemplo de história de superação a ser seguido.

Assista sua história no vídeo abaixo:

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